Sexta-feira, Novembro 28, 2008

{show} elton medeiros e márcia cantam cartola



sesc pompéia, casa cheia. palco simples, figurinos e iluminação idem. noite de lançamento do cd "cartola: elton medeiros e márcia" e do livro "cartola: semente de amor sei que sou, desde nascença" de arley pereira.

ao fundo, uma orquesta completa: 2 violinos, viola, cello, contrabaixo. ao lado, bateria e percussão. logo ali cavaco e violão e, para finalizar, os sopros: trompa e flauta.

entram elton medeiros e márcia. elton medeiros, assumo minha ignorância, não conhecia. márcia, já conhecia, mas pouco, do lindo box "acerto de contas", do paulo vanzolini. aliás, a voz dela é mesmo linda e não foi à toa que vanzolini deu "ronda" para ela gravar (li em uma reportagem que ele odeia a versão de maria bethânia para a sua música). eu discordo, mas daí já são outros 500 =).

elton medeiros foi parceiro de cartola (daí o show em comemoração ao centenário de nascimento dele) e de muitos outros sambistas ilustres, tendo gravado, inclusive, um álbum com o príncipe do samba, paulinho da viola.

o show começou com o maestro (sim, muito chique, o maestro théo de barros conduzia a orquestra) e a orquestra no palco e os dois cantores. eles começaram cantando "sala de recepção", composição de cartola e, ao final, márcia se retirou. elton medeiros já é um senhorzinho (78 anos), e, embora a voz esteja judiada, o show foi lindo. ele cantou cerca de metade das músicas sozinho quando, então, chamou márcia de volta ao palco e se retirou, sendo auxiliado por alguém (do backstage, imagino eu) com as escadas.

a voz de márcia é linda e gostei do formato que privilegiou a voz: não só a orquestra e o maestro seguiam as partituras como márcia e elton medeiros também. nada de movimentos exagerados ou artificiais no palco. alguém poderia até achar pobre. eu achei bom poder prestar atenção à voz maravilhosa de márcia e a cada um dos instrumentos.

lá pelas tantas, o maestro sentou-se no centro do palco, onde o esperava um violão e acompanhou márcia na bela "as cordas de aço". problemas com a amplificação do violão não estragaram o número: o maestro foi de uma elegância sem par, sem dar piti, continuou tocando e márcia, uma lady afastando o microfone para não encobrir o dedilhado baixinho no violão, até que uma hora ela prescindiu totalmente do microfone. foi um belo número que me fez chorar.

o show continuou e, na canção "alvorada", márcia aproximou-se da coxia, cantando de costas para a orquestra e enquanto dizia "você também me lembra a alvorada quando chega iluminando...", ela conduz elton de volta ao palco. seguem-se mais duas músicas que eles cantam juntos e o show termina.

depois tem bis, claro, "alegria/o sol nascerá (a sorrir)", um dos maiores sucessos de elton medeiros.

foi uma grata surpresa assistir a esse show e ainda ganhei um bônus: quem tocava flauta era teco cardoso e eu nem sabia! até tirei uma foto com ele ^.^... bons tempos de semana de arte da poli, onde tudo começou... (mas isso é história para um outro dia)


REPERTÓRIO
sala de recepção, de cartola por elton medeiros e márcia
divina dama, de cartola por elton medeiros
tive sim, de cartola por elton medeiros
sim, de cartola e oswaldo martins por elton medeiros
peito vazio, de cartola e elton medeiros por elton medeiros
amor proibido, de cartola por elton medeiros
acontece, de cartola por elton medeiros
autonomia, de cartola por márcia
o mundo é um moinho, de cartola por márcia
cordas de aço, de cartola por márcia
as rosas não falam, de cartola por márcia
não quero mais amar a ninguém, de zé da zilda, cartola e carlos cachaça por márcia
alvorada, de cartola, carlos cachaça e hermínio bello de carvalho por márcia e elton medeiros
alegria/o sol nascerá (a sorrir), de cartola/cartola e elton medeiros por elton medeiros e márcia

ORQUESTRA
arranjos, regência e violão théo de barros
violino mayra moraes (?)
violino nélson rios (?)
viola ricardo kubala (?)
violoncello adriana holetz (?)
contra-baixo gabriel bahlis (?)
bateria douglas alonso
percussão eduardo ribeiro
cavaco milton de mori
violão ricardo barros
trompa mário rocha (?)
flauta teco cardoso

direção e produção pelão
assistente de produção felipe bispo


SERVIÇO
Elton Medeiros e Márcia Cartola
Sesc Pompéia

27 e 28.nov.2008
21h

rua Clélia, 93
Pompéia - São Paulo - SP - Brasil
[11] 3871-7700

R$ 4,00 a R$ 16,00

email@pompeia.sescsp.org.br
http://www.sescsp.org.br

Domingo, Novembro 02, 2008

{show} lenine e sua labiata


assim de surpresa fui ao show do lenine. não estava nada programado, mas um amigo tinha ingressos disponíveis de modo que passamos uma tarde agradável com direito a almocinho, bebida com bolhinhas (as minhas preferidas), sakerinhas com muitas frutas, amigos queridos, cachorros fofos e disquinho na vitrola.

a chuva caía fina quando saímos rumo ao sesc pinheiros. mas nem o tempinho com carinha de triste desanimou esse recifense cheio de energia.

correndo o risco de cair no desgosto de muita gente, digo que não sou lá tão fã dele como intérprete, mas, paradoxalmente, adoro vê-lo no palco ao vivo.

do show de lançamento do álbum labiata, gostei especialmente:

- do cenário: simples (o que não significa dizer pobre!) mas eficiente, lindamente rústico. a pintura era linda. o velado era lindo. as luzes que revelavam e escondiam eram lindas;

- do jogo de luzes: no palco, no backstage, na platéia;

- do jogo de sombras e, às vezes, luzes refletidas nos tecidos do cenário, no chão do palco, no público;

- do figurino: quase monocor predominando cores não-cores, linhas simples mas com surpresinhas aqui e acolá, uma beleza de se ver!

- de ter ficado na frisa (lugar em que eu nunca havia reparado) e poder observar a movimentação do backstage, o palco e a platéia (o único porém é que a caixa de som fica muito perto do seu ouvido prejudicando especialmente o canal de som da voz);

[lénine ~ foto por ethnocentrics]

sempre tive uma simpatia pelo moço. posso estar ingenuamente enganada, mas ele me passa a impressão de ter verdade, de ser alguém que faz o seu trabalho com verdade. não é um show artificial nem tampouco parece montado. ele fala pouco, não se preocupa em fazer tipo, em construir uma imagem de si que se pareça assim ou assado. ele me passa a impressão de ser assim como é. nem mais, nem menos. e, atualmente, poucas coisas me agradam mais do que ver verdade nas pessoas. seja ela um artista que admiro, um amigo ou alguém que acabei de conhecer.

"amor. a morte. a continuação." aliterações que tocavam o ouvido e o coração.

no palco, ele tem vigor e a mim me pareceu que o rock pesado lhe cai muito bem. ele parece perfeitamente encontrado, algo mão-e-luva, goiabada-e-queijo, feitos-um-para-o-outro. embora seja um estilo que eu, definitivamente, não seja exatamente fã, rs.

[o figurino ~ foto por ethnocentrics]

de todo modo, sua poesia é linda e ele é alguém muito inspirador.

ou alguém discorda quando ouve "mas corro pra beira da praia, vejo a espuma brilhar. ouço o barulho bravio das ondas que batem na beira do mar"?

fiquei pensando que gostaria muito de ver a zélica duncan e o lenine num palco juntos. e qual não foi a minha surpresa quando, numa gugada básica, encontrei um vídeo amador onde o lenine fazia uma participação especial no show "pré-pós-tudo-bossa-band"? genial. gostaria de ter visto esta!

agora, o que me chateou foi ter que vê-lo agradecer à natura no meio do show etc. e tal. a natura já foi uma empresa de quem eu gostei muito. mas muito mesmo. e olha que quando eu gosto de alguma coisa vou até às últimas conseqüências. mas, com o tempo ela foi perdendo o brilho... era a tal da verdade que eu achava que estava faltando. não desacredito que eles façam lá a sua parte para um mundo melhor, mas duvido que seja assim tanto tanto tanto quanto eles alardeiam. e isso me chateia muito. não sou ingênua a ponto de achar que as empresas são boazinhas. claro que elas visam, prioritariamente, seu lucro, o que também não está errado. o que me chateia é quando elas começam a falar demais. quem muito fala...

pra não dizer que é uma antipatia gratuita, a gota d'água foi quando eles "atacaram" o meu blog do mundomiki com o chamado "marketing de guerrilha" (céus, odeio esse nome!). simplesmente, eles me "convidavam gentilmente" a fazer propaganda de graça para eles. grrrrrr.

enfim, é só um desabafo de alguém indignado... mas que eles ganhariam a minha admiração se não obrigassem o artista a fazer uma apologia ao seu patrocínio... estava escrito na cara do lenine que, se ele pudesse, pularia aquela parte. no entanto, ele foi bom moço, cumpridor de suas obrigações, mas seus braços cruzados não o deixaram esconder a sua contrariedade (eu gostei!).

lenine, vida longa a você e a sua arte linda e cheia de verdade!

[o cenário rústico ~ foto por ethnocentrics]


SERVIÇO
Lenine Labiata (ingressos esgotados, mas se você der sorte, encontra alguém vendendo na porta)
Sesc Pinheiros

14, 15 e 16.nov.2008
sáb às 21h dom às 18h

Rua Paes Lemes, 195
Pinheiros - São Paulo - SP - Brasil
[11] 3095-9400

R$ 7,50 a R$ 30,00

email@pinheiros.sescsp.org.br
http://www.sescsp.org.br

http://www.lenine.com.br/


Este post tem a intenção de disseminar o trabalho de Lenine. Todos os direitos de imagem são reservados aos seus respectivos proprietários.

Domingo, Novembro 12, 2006

{show} dentro do mar tem rio

Ver Maria Bethânia no palco é sempre bom. Desta vez, era a noite de estréia de seu novo show "Dentro do Mar tem Rio" no Tom Brasil. Ficamos no camarote, lugar ótimo para ver a movimentação no palco, cenário e iluminação. E, com os binóculos do Pava, dava para ver todos os detalhes :-).


Da primeira vez que vi Bethânia no palco (no show Maricotinha que vi várias vezes), não fiquei tão impressionada, acho que porque eu sempre ouvira que ela enchia o palco, que era uma coisa etc. etc. Claro que gostei, mas acho que minha expectativa era de que ela meio que transcendesse o objeto show-palco-espetáculo em si.

Depois do Maricotinha, vi o bárbaro "Brasileirinho" no mesmo Tom Brasil. Ali, o maravilhamento antecipado já tinha passado e pude sorver muito mais cada segundo de Maria Bethânia. Foi um show lindo, lindo, lindo. Tudo era impecável, mas o cenário me encantou muito. Era de Bia Lessa e tinha movimento, cenas ora mostradas, ora veladas, luzes que dançavam, uma pintura com índios enorme na parede do fundo. Chapei.


Eu ainda não tinha ouvido os CDs, nem lido nada à respeito desse novo trabalho. E, mais uma vez, foi um show maravilhoso. O cenário, novamente assinado por Bia Lessa era absolutamente expressivo e era perfeito em seu papel de receptáculo para o acontecimento. Vagas sugeridas, nuvens em borrões imensos como pano de fundo que, em conjunto com o trabalho de iluminação, criava inúmeras possibilidades de céu para o navegante: uma borrasca, um entardecer, um dia bonito... um jardim de folhas metálicas ora era um coral, ora o alto-mar com as luzes cintilando sobre ele, ora algas marinhas... pequeníssimas e estreitas pontes de madeira permitiam toda a performance cheia de criatividade que Maria Bethânia gosta de fazer no palco. Peixes, árvore, remador e ondas pontilhadas formadas por pequenas luzes vermelhas apareciam e desapareciam alegremente por sobre as nuvens magnânimas. E, para arrematar, muitas tiras de voal dançavam por sobre o pano de fundo, imprimindo movimento, graça e beleza. BIA LESSA FOREVIS!


Num ritmo bem conduzido, escudada por uma banca impecável e ainda o inseparável maestro Jaime Alem, Maria Bethânia conduziu o público show afora entre balanços gostosos, músicas tristíssimas, euforia e poesia com a elegância e perfeição que só quem tem a intimidade com o palco que ela tem poderia fazer.

Na seleção musical, um pouco de tudo, claro que com a estrela-guia de canções do mar de hoje e de ontem dando o fio condutor do espetáculo. Novas canções e canções antiqüíssimas de seu repertório desfilaram igualmente belas em sua voz única e maravilhosa mesmo com muitos e bem vividos anos de vida! Ela passeou segura e fez bonito incursionando por diversos estilos desde modas de viola até rap com sotaque ferreira-gullar-e-heitor-villa-lobos-em-o-trenzinho-do-caipira!

Adorei os arranjos das canções, mas eu sou suspeita né, porque sou fã do Jaime Alem. Acho um luxo ela ter um maestro que acompanha seu trabalho e um dos motivos da minha enorme admiração por Bethânia é a reverência que ela revela em shows por ele e também por seus músicos. JAIME ALEM FOREVIS!


Um dos momentos especiais, para mim, foi quando ela subiu em uma das "pontezinhas" e se transformou, em minha leitura, em uma carranca de proa de navio com sua longa cabeleira dançando ao vento. Fantástico.

Acho que a única coisa de que não gostei foi o segundo figurino que ela usou (o primeiro era bárbaro!), a saia imaculadamente branca trabalhada em bordado com pequenos brilhos era linda, mas a calça sob a saia... não gostei.

Numa das muitas músicas que eu não sei o nome, ela canta sobre a heroína da canção: "De onde ela é?" e faz uma pausa, enquanto permanece imóvel iluminada pelo foco de luz.

De onde ela é? É claro que ela é de Santo Amaro da Purificação. BETHÂNIA FOREVIS!

Domingo, Setembro 10, 2006

Chico forevis!

Chegou o grande dia! Dia de ir ver o Chico. Depois de esperar por 7 anos para o danado voltar aos palcos, a expectativa era grande.



Claro que eu comprei ingresso pra primeira fila. Show, pra mim, se for de alguém que eu sou fã, tem que ser na primeira fila :-) -> sim, eu sou terrível.

Primeiro ponto positivo, o show começou com muito pouco tempo de atraso (15 minutos) e nossos companheiros de mesa eram bastante agradáveis. Ruim mesmo é o aperto das mesas no Tom Brasil. A cada show que vou lá, aumenta a minha sensação de que eu não gosto daquela casa. Preferia a outra, menorzinha, mais intimista, uma acústica melhor, sem problemas de tumulto ao final dos shows... O desconforto das acomodações é algo gritante... E, ainda por cima, ficamos com a nítida impressão que, na última hora, colocaram uma mesa que não existia na frente da nossa, ou seja, fomos "shiftados" para o lado...

Cenário despojado, bem limpo de Hélio Eichbauer. Funciona, mas, sem querer ser chata, acho um pouco "mais do mesmo". Essencialmente, são as mesmas soluções "calderísticas" utilizadas já em shows de Caetano Veloso (Livro Vivo) e Adriana Calcanhotto (Público). Não é ruim, mas acho um repeteco e Chico merecia mais do que isso. A iluminação achei apenas ok. Não consegui identificar um trabalho de luz, Maneco Quinderé que me perdoe... O figurino (de Marcelo Pies) é funcional, funde-se com o cenário e as luzes e tem tudo a ver com a personalidade intimista de Chico.

Os 7 músicos (Bia Paes Leme: teclado e vocais, Chico Batera: percussão, Wilson das Neves: bateria, Luiz Claudio Ramos: arranjador, produção musical e maestro, Jorge Helder: cordas, Marcelo Bernardes: sopros e João Rebouças: piano) que acompanham Chico são bárbaros e uma coisa de que gosto é que todos estão com ele desde seu último trabalho e alguns (como Chico Batera) são companheiros de longa data. Infelizmente, não conheço tanto assim para dizer mais sobre isso.

Chico é sempre Chico e um show dele é um acontecimento para ser sorvido, aproveitado mansamente em cada pequeno acorde. Apesar de ele falar que não gosta dos palcos, que não se sente à vontade e de se achar em outro extremo ao se comparar com Maria Bethânia que adora os palcos, é fato que é um lugar que ele domina. Ele não precisa ser simpático, nem falar com a platéia, nada disso. Quando ele está lá e canta, isso é tudo e basta. Mesmo que ele erre (sim, ele errou algumas vezes durante o show, mas isso só mostra que ele é, afinal de contas, um ser humano com todas as implicações que isso tem).

O repertório foi bastante balanceado com as canções novas (que eu não conhecia em sua maior parte) e as de outros tempos, numa mescla de "sucessões" e outras nem tão conhecidas. As canções de que mais gostei foram "Eu te amo" (Chico Buarque/Tom Jobim), "Quem te viu, quem te vê" (Chico Buarque), "Deixa a menina" (Chico Buarque), "Bye, bye Brasil" (Chico Buarque/Roberto Menescal), "Futuros amantes" (Chico Buarque), "As vitrines" (Chico Buarque), "Morro dois irmãos" (Chico Buarque), "Ela é dançarina" (Chico Buarque).

Novidade pra mim, foi "Morro dois irmãos", a única versão que eu conhecia era do disco "A Fábrica do Poema" da Adriana Calcanhoto (ainda sem dois "tes" - rs). Muito bom ouvir na voz de seu compositor, mas cabe dizer que a versão da Adriana não deixou nada a dever.

Bom, o balanço final é que eu sorvi cada minuto do show. Mas, sinceramente, não fiquei com vontade de ver de novo, como sempre acontece com shows de artistas que eu amo. Acho que o que mais contribuiu para isso foi a atmosfera de histeria que pairava por ali... Olha, eu sou fã, muito fã, mega fã do Chico. Mas muitas das mulheres que estavam ali pareciam meio "possuídas", de verdade, pairava um clima de quase loucura, de devoção fanática, de "se eu pudesse, levava um pedaço desse homem pra casa", sei lá, algo que me incomodou. Fiquei imaginando, com um pouco de tristeza, que não deve ser fácil ser artista e ser colocado assim num pedestal dessa maneira. Não me admira que muitos sejam grosseiros no trato com os fãs...

O primeiro show que eu assisti do Chico (da turnê anterior, "As cidades") me tocou muito mais. Eu estava em um lugar pior, mas tudo me pareceu menos idolatrado, acho que havia mais respeito com o artista. A mim, me pareceu que, ao pisar no palco, ele o preenchia incrivelmente, de uma maneira quase mágica e que ele não precisava fazer mais nada, apenas cantar.

Mas sabe o que é bom? Que ao sorrir, tudo se desanuviava e seu sorriso parecia verdadeiro e que ele era apenas o homem Chico.

SERVIÇO
Chico Buarque Carioca
Tom Brasil

30.ago.2006 a 15.out.2006
5a às 21h30 6a e sáb às 22h dom às 19h

Rua Bragança Paulista, 1.281
Chácara Santo Antônio - São Paulo - SP - Brasil
[11] 2163-2000

R$ 80 a R$ 160

http://www.casatombrasil.com.br/